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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mestre João Pequeno de Pastinha

Outro dia fui chamado na sala do meu chefe para ele me passar um serviço: consistia em ir em um bairro da periferia de Salvador para buscar um mestre de capoeira e seus alunos para fazer uma filmagem no Forte de Santo Antonio. Como iria passar do horario de expediente, nenhum colega se prontificou em ir fazer o serviço e, como todos sabem que sou do mundo da capoeiragem, não deu outra, todos me elegeram como o cara certo para o serviço. Até acredito em boas intenções mas, neste dia tive que sacrificar o treino com as minhas crianças para dar conta dessa agenda. Bom, peguei o carro e passei na Reitoria para pegar uma pessoa da TV UFBa, responsavel pela filmagem e que iria me ajudar a achar o endereço do mestre. Na verdade, essa pessoa já tinha ido uma vez lá mas não se lembrava de absolutamente nada do trajeto. Então, tive que usar da minha intuição, sorte e boa comunicação para chegar ao destino. Quando chego lá é que descobrí que se tratava do Mestre João Pequeno de Pastinha, a lenda viva da capoeira, o capoeirista mais antigo do mundo, um dos olhos do saudoso Mestre Pastinha. O pessoal da TV UFBa sabia que eu conhecia o metiê. Conhecia além do velho, a sua neta Nani, que estava na comitiva. Fomos direto para o Forte, mas os congestionamentos de transito fizeram com que as conversas ficassem um pouco mais longas. Lá, rolava a roda de capoeira no CECA. Chegamos com o mestre e a equipe tecnica que logo saiu para realizar a entrevista com Nani no pateo. Enquanto isso aconteceu, aproveitei a oportunidade para jogar um pouquinho, mesmo estando em serviço. Foi como unir o útil ao literalmente agradavel. Fiz um daqueles joguinhos maneiros com um dos alunos do mestre. Quando a equipe retornou, estava a curtir o suor que agradavelmente me escorria pelo corpo. Uma das pessoas da equipe fazia capoeira no Nzinga no horario matutino, só para mulheres. O mestre não jogou neste dia, mas em compensação sambou prá caramba ao final da roda. Depois fez aquele tradicional agradecimento usando a cabaça como alto-falante para amplificar a potencia de sua voz. O mestre ainda dá o seu show! Está bastante fragilizado pela idade e todo cuidado ainda é pouco. Qualquer tropeço e queda pode causar um estrago grande. Depois, todo o caminho de volta para a sua casa e novamente retornar para o centro da cidade onde trabalho para deixar a viatura oficial. Resultado: só fui chegar ao aconchego do lar e da esposa perto da meia noite. Mas valeu demais! Encontros como este com o M. João Pequeno serão cada vez mais raros. Quem nunca viu venha ver...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nzinga Muleeke

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