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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Palavras ao vento

Em post anterior, escrevi que "escrever é viver!". Agora venho aqui para falar da palavra...
Somos donos delas só enquanto não as pronunciamos ou a escrevemos, porque depois disso, dignamente nos tornamos escravos delas!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fazendo o Social

Ontem visitei o Grupo Zimba, na comunidade do Bate Facho. Fui acompanhado por algumas crianças do Nzinga: Bruna, Vinicius e Antonio. Esses são os mais velhos na casa.  Entraram no Nzinga há 5 anos atrás e parece que estão mergulhados dos pés à cabeça nessa odisseia angoleira, inclusive com forte envolvimento em outras áreas, como por exemplo, na Dança Afro e na "religião", o Candomblé. A gente não sabia onde era o endereço, apenas tinhamos algumas referencias e indicações de como chegar lá. Ja estavamos a caminho quando a Bruna avistou na avenida, em um ponto de onibus, uma das alunas do Zimba indo para a roda. Pura sorte! Parei adiante e um dos meninos voltou para convida-la a nos acompanhar de carro até o Bate Facho. Foi perfeito! Chegamos bem e rapidos. A roda foi ótima! Uma vibração muito boa tambem. Tinha muito mais crianças lá do que as que foram visitar o Nzinga na sexta feira passada. A boa e velha capoeira em comunidade, como o saudoso "mestre dos mestres" sempre quis.
O local é pequeno, mas é cheinho de axé. Foi todo ele construido por Paulo, um dos discipulos do mestre Boca do Rio, que tem o oficio de pedreiro como tradição familiar e que tambem é o responsavel pelas aulas para as crianças. Ambos estão de parabens pelo trabalho que realizam.
Agora pela manhã acontece o roda do mestre Caboré, no fim de linha da Rua Daniel Lisboa. Uma boa pedida...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

As 7 Rodas!

Ontem aconteceu a sétima roda de capoeira do ano. Estou contando dessa maneira, porque até agora só rolou roda boa... O grupo Nzinga recebeu a visita do grupo Zimba. O mestre Boca do Rio chegou lá com toda a sua turma, inclusive com as crianças da nova frente de trabalho em comunidade no Bate Facho, bairro proximo ao bairro da Boca do Rio. O citado mestre possui este apelido exatamente por ter morado no bairro da Boca do Rio na época em que treinou no Forte de Santo Antonio. Pois bem, foi muito legal ter recebido o mestre Boca do Rio, em rápida passagem por Salvador. Ele irá embora na proxima terça feira de volta à Espanha, onde atualmente reside com a sua familia. Valeu Bôca! Foi mais um Malungo que visita a nossa casa de aprendizagem de vida e capoeiragem. O mestre Valmir (Fica) esteve presente na primeira roda do ano. Alto Astral! Outro Malungo! A roda do dia 4 de fevereiro, podemos dizer que apesar de ter sido um pouco menos vibrante que as outras, foi legal tambem por que foi ainda na ressaca do dia 2 de fevereiro, onde o Nzinga tinha feito já um grande esforço para a realização daquela grande festa que foi e mesmo assim, rolou bem e contando com grande presença de visitantes, atraidos pelas vibrações positivas do dia 2, o que deu um "tom" especial a essa roda . Numas dessas 7 rodas, aconteceu uma invasão de crianças no espaço. Dessas que não treinam capoeira objetivamnte, mas que estão sempre por lá e, de alguma maneira, aprendem assim mesmo. As crianças deram o "tom" dessa roda.
Teve uma roda que foi transferida para a ACANNE, há duas semanas atrás, que tambem foi legal demais. O mestre Renê sempre com ótimas participações nas nossas festas para a Rainha do Mar, nos recebeu com muita atenção e, no fim da vadiação, nos brindou com uma bela mesa de frutas. Obrigado mestre Renê!
Iê Volta do Mundo...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ODOYÁ!

Há dias venho tentando escrever umas linhas a respeito da festa do dia 2 de fevereiro, dedicada à mãe Yemanjá. Quem acompanha um pouco da historia do Grupo Nzinga em Salvador, sabe que nós estamos inseridos numa comunidade remanescente de kilombolas chamada de Alto da Sereia, reconhecida pelo ministerio das cidades como tal. Localiza-se entre Ondina e Rio Vermelho, bairros de classe media na orla maritima de Salvador. Fica a 500 metros de onde acontece essa maravilhosa festa, uma das maiores e com mais forte apelo religioso que acontece aqui em Salvador. É uma comunidade que tem na atividade de pesca um de seus traços identitarios. Pois bem, há 5 anos estamos realizando no dia 2 de fevereiro, no dia da festa no mar, evento em louvor à Yemanjá. Neste dia acontece primeiramente, a roda de capoeira, que tem como diferencial o fato de os/as capoeiristas não necessitarem usar seus respectivos uniformes, resgatando um pouco do espirito da antiga vadiação, onde se jogava com a roupa que se usava na festa. Destaco as participações dos mestres Valmir e Caboré. Além da presença tambem do mestre Renê, com o samba de roda  Este ano, alem dele, estiveram conosco o Samba Gia, dando um tom especial ao encontro sambistico. Concomitantemente, sempre rola uma gostosa feijoada feita pela melhor "feijoadeira" que eu conheço, a Nalva, a mesma da caixa da panela de pressão citada em postagem anterior. Este ano, entregamos o presente à mãe d'aqua de barco, logo nas primeiras horas do dia. O piloto do barco foi Fulaninho, assessorado pelo povo do nzinga são paulo. Odoyá!

Violencia Urbana!


No dia 5 de fevereiro, a capoeiragem baiana ficou chocada com a perda do contra mestre Jorge, 34, do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Ele foi morto a tiros em frente do Forte da Capoeira, logo após sair da tradicional roda de capoeira que o seu grupo realiza já há 29 anos naquele forte. Pelo que sabemos, o jovem levava uma vida tranqüila e dedicada ao exercício da capoeiragem. O bairro sofre de uma grave crise de segurança e este episódio não está desvinculado deste contexto. Durante os anos em que treinei no Forte de "Santo Antonio, vi muita coisa! Eram tempos difíceis aqueles! O trafico de drogas, acontecia lá dentro, principalmente naquele corredor de entrada, que durante a noite era bem escuro. Tínhamos necessariamente que passar por ali para chegarmos ao treino de capoeira. O fedor de mijo e cocô dava a idéia do quanto o local era mal cuidado. O salão com piso em xadrex do Gcap era o que se poderia chamar de um "oasis" naquele ambiente de degradação. Os orgãos oficiais do estado não estavam nem ai... Faziam vista grossa mesmo! A coisa só não era pior por causa dos grupos organizados que possuíam atividades lá dentro, como era o caso do Ilê Ayê, do GCAP, Os Negões e outros. A presença dessas entidades no Forte foi o que segurou a barra de outras coisas que poderiam ter acontecido de ruim por lá. Naqueles tempos, ainda não existia o trafico de crack, o que na minha opinião, tornam as coisas mais violentas hoje em dia. Depois que o modulo policial foi instalado no largo defronte ao Forte, as coisas melhoraram com relação a isso. Já há muitos meses porem, esse modulo policial está desativado, ao mesmo tempo em que cresceu em toda a cidade, os pontos de venda de crack e a violencia que deles decorrem. Mas, assassinato nunca tinha visto acontecer por lá, levando-se em conta que hoje a presença do Estado é maior que antes. O contra mestre Jorge estava se dedicando ao preparo do evento que começaria 3 dias depois daquele fatídico dia. Soube inclusive, que ele foi formado "mestre" durante este evento. Uma justa homenagem "in memoriam" ao discipulo que se foi. Com certeza foi um dia triste para a historia da capoeiragem na Bahia.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pé quente, cabeça fria!

As vezes, penso muito em vir aqui escrever qualquer coisa, mas o “mecanismo pensante”  não funciona bem assim como a gente deseja. Tantas coisas legais já aconteceram e, ainda estão acontecendo, dignas de relatos mais detalhados que nem entro numas de fazer anotacões ou coisa parecida. Deixo simplesmente a encargo da memoria, para esta quardar em um bom lugar determinados fatos e acontecimentos... Jogar para o "cosmos"... 
Passei o ultimo mês dedicado à reforma do espaço de capoeira e quando pude escrever, não rolou clima... Sei que de repente poderei lembrar de uma  dessas coisas e escrever. Como não sou jornalista e não ganho para fazer isso, não preciso escrever enquanto as coisas acontecem. Principalmente sobre as coisas relativas à “mandinga”, malandragem e ao jogo. Temos que ter “Tempo”ao nosso lado, o senhor da razão. Ele é mestre que ensina e cura… Portanto, para finalizar essa conversa, vos digo que brevemente escreverei alguma coisa sobre a festa do dia de 2 de fevereiro de 2011 e a roda de capoeira que acontece no Nzinga. Gostaria de escrever ainda sobre o meu retorno ao mundo das “pernas para o ar” depois de um impedimento de 5 meses após cirurgia. Tenho aqui a presença de 5 nzingueiros de São Paulo que pode tambem virar um “post” hora dessas. Outra coisa que gostaria de tecer algumas considerações foram as rodas realizadas ate agora neste ano de 2011. Foram 4 até agora. Todas ótimas! Bom, vamos ver como as coisas acontecerão...