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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eparrei Oiá!

Dando sequencia ao ciclo de festejos da Casa dos Olhos de Tempo Que Fala da Nação Angolão-Paketan, localizada nas Cajazeiras XI, foi comemorado ontem mais uma festa. Desta vez o dia foi reservado para Mameto Kaiongo. Na próxima quinta-feira à noite, os festejos continuam para Mutá Lombô. Na madrugada de sexta para o sábado é o dia do ritual das Águas, imperdível! No sábado, é dia da festa para Mameto Dandalunda. O nosso Taata Mutá Ymê é quem lidera essa casa, que é uma das ultimas representantes da Nação Angolão-Paketan na Bahia e no Brasil. Para brindar aos leitores deste blog, apresento imagem de uma festa realizada a quase 3 anos atras.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Cauã.

Olha só que figura! Esse é o cara. Estreiando no ativo da Rede Abelha. Seis meses de pura sabedoria... O nome dele é Cauã, e a cesta é tradição no país onde ele nasceu, Moçambique.

Ainda não definimos bem os detalhes do contrato de direitos de imagem, por enquanto são só essas duas fotos... Os pais, Limaverde e sua companheira Joana, moram em Maputo há alguns anos. Nos ultimos dias renasceu o Grupo Nzinga (Muleeke) de lá. A atividade tinha sido interrompida no ano passado por conta de mestrado na Europa e gravidez do casal. Agora, estamos todos juntos novamente! A Capoeira nos une e conecta com as coisas misteriosas do sagrado em nossas vidas! Iê Viva meu Deus...

Boa jornada em terras africanas para esta familia linda! Nguunzo!!


Nzinga Muleeke

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Menino, quem foi teu mestre?

Já ia postar como comentario, mas ficou longo demais e resolvi colocar aqui na pagina principal mesmo. Respondo a uma indaga de um amigo e aluno que está morando no Maranhão.
O que voce chama de cortar o jogo? É chamar o mestre no pé do berimbau e tira-lo do jogo? Isso é incabivel para essa situação. Ou é somente chama-lo por causa da camiseta do outro camarada que saiu da calça ou o cadarço?? Chamar para uma coisa dessas não vejo por que não... não acho desrespeito. Claro que o padrão de autoridade vigente no meio capoeiristico não é ígual ao do nzinga e voces sabem muito bem disso né? Hoje em dia, me corrijam se estiver errado, mas poucas são as escolas de capoeira que chamam no "pé do berimbau" as duas pessoas que estão jogando, que não seja para finalizar o jogo. Chama-las ali, naquele espaço simbolico para uma lição de ultima hora, para uma reprimenda ou até mesmo para não dizer nada objetivamente é coisa rara. Em varias ocasiões, canta-se apenas uma ladainha durante toda a roda, como se este momento não fosse um poderoso meio de ensinamento. É quase que dizer que é mais importante ter 3 ou 4 minutos a mais para jogar do que ter 3 ou 4 minutos a mais para receber um ensinamento da tradição oral. Errado está quem pensa que nós não estamos "ligados". Nós damos liberdade para que o aluno descubra logo e naturalmente qual é o seu lugar e quais as responsas que o esperam. Pode até não parecer, mas sei que somos muito mais exigentes em muitas coisas importantes que um monte de mestre mandão. Creiam nisso! Se o aluno demorar demais para descobrir esse lugar, nós o estimularemos de outras formas.
Saber respeitar a hierarquia é uma coisa básica.  As crianças do nzinga estão aprendendo a nos chamar de mestre sem que sejam obrigados por algum tipo de situação, alguma burocracia. No primeiro momento,  nos chamaram pelos nossos nomes e agora nota-se uma mudança natural. Aquele chamar natural, espontaneo, de respeito pela causa e pelo capoeira. E voce quer saber? As coisas se fortalecem quando isso acontece sem peleja, quando tem que acontecer mesmo... "A paciencia é uma virtude que só se dá no TEMPO."




Nzinga Muleeke








domingo, 12 de outubro de 2008

Amarre o cadarço II

O muleeke esteve sempre certo dentro dos princípios ensinados. Foi zeloso e atencioso. Claro que o "pé do berimbau" é um espaço de jogo (ou não?). O cadarço estava realmente solto, mas era curtinho e sequer tocava o chão, portanto não oferecia perigo de por exemplo, o outro jogador ou jogadora pisar propositalmente num cadarço grande a ponto de me derrubar ou imobilizar. Na verdade é esse o grande perigo: o de alguem pisar de maneira esperta em seu cadarço, ou até voce mesmo e tropeçar. Já vi gente inclusive desamarrar o seu proprio cadarço para amarra-lo logo em seguida lá no "pé", e na saida do jogo tirar alguma vantagem, dependendo da estrategia... só precisa que seja planejado. Eu sinceramente prefiro sapatos que nem tenham cadarços. O pequeno Ricardinho,7, de quem já falei em outra postagem, sabe o perigo. Outro dia chegou lá com o rosto ralado e tinha sido exatamente por isso: foi correr e pisou no cadarço solto e caiu de cara...
Varios motivos podem levar o berimbau a te chamar ao pé dele. Posso contar alguns: jogo feio e truncado pode ser chamado para uma "mudança conceitual"; golpe na hora errada; jogo desleal e violento; camiseta fora da calça; cabelo desamarrado que esteja atrapalhando a visão da pessoa; quando o jogo vai muito rápido enquanto o ritmo está lento e amarrado; porque está na hora de acabar o jogo mesmo; para outras mandingas... tenho certeza que voces sabem de outros motivos.
Então, para concluir, relembro das vezes que já vi mestres utilizando do artificio de pisar no cadarço do outro para depois aplicar-lhe uma cabeçada. Assim como já vi tambem fazerem com o cordel de regionais e até com os dreads de rastafaris... Se liiiiiiiiguem!

sábado, 11 de outubro de 2008

Amarre o cadarço!

Hoje, na roda de capoeira, que acabou às 21 hs, rolou uma coisa interessante e que me fez pensar em outras. O ritmo foi composto totalmente por crianças e, comecei jogando com Marcelinho, um visitante que vai sempre em nossas rodas. Não vou entrar nos méritos do jogo, mas enquanto jogavamos, fui chamado ao "pé do berimbau" para ser avisado pelo gunga, que neste momento era tocado por Rafael,13, que o cadarço de meu sapato estava desamarrado. Bom, estava realmente desamarrado, mas eu pergunto a voces: por que o gunga chamaria alguem no "pé do berimbau quando este estivesse com o cadarço do seu sapato solto? Porque?Eu estava com um novo sapato, todo em couro branco, inclusive o cadarço, que era curto e nem sequer tocava no chão quando solto. O solado é de borracha de pneu. Comprei na linha verde, em um posto de gasolina a uns 100 km de Salvador, conhecido pelo pastel de carne que vende lá. Foi barato, mas o pisante tem estilo, é chique e resistente. Próprio para sextas feiras. Quando a pouco, comecei a escrever, a disposição era de dar a minha opinião sobre esse "porque?" Mas agora acho que poderiamos aumentar a nossa interatividade e voces leitores comentarem sobre isso antes. Topam? E, ampliando a pergunta: porque ou para que o berimbau chama alguem no "pé do berimbau"depois que o jogo já está acontecendo??

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mestre João Pequeno de Pastinha

Outro dia fui chamado na sala do meu chefe para ele me passar um serviço: consistia em ir em um bairro da periferia de Salvador para buscar um mestre de capoeira e seus alunos para fazer uma filmagem no Forte de Santo Antonio. Como iria passar do horario de expediente, nenhum colega se prontificou em ir fazer o serviço e, como todos sabem que sou do mundo da capoeiragem, não deu outra, todos me elegeram como o cara certo para o serviço. Até acredito em boas intenções mas, neste dia tive que sacrificar o treino com as minhas crianças para dar conta dessa agenda. Bom, peguei o carro e passei na Reitoria para pegar uma pessoa da TV UFBa, responsavel pela filmagem e que iria me ajudar a achar o endereço do mestre. Na verdade, essa pessoa já tinha ido uma vez lá mas não se lembrava de absolutamente nada do trajeto. Então, tive que usar da minha intuição, sorte e boa comunicação para chegar ao destino. Quando chego lá é que descobrí que se tratava do Mestre João Pequeno de Pastinha, a lenda viva da capoeira, o capoeirista mais antigo do mundo, um dos olhos do saudoso Mestre Pastinha. O pessoal da TV UFBa sabia que eu conhecia o metiê. Conhecia além do velho, a sua neta Nani, que estava na comitiva. Fomos direto para o Forte, mas os congestionamentos de transito fizeram com que as conversas ficassem um pouco mais longas. Lá, rolava a roda de capoeira no CECA. Chegamos com o mestre e a equipe tecnica que logo saiu para realizar a entrevista com Nani no pateo. Enquanto isso aconteceu, aproveitei a oportunidade para jogar um pouquinho, mesmo estando em serviço. Foi como unir o útil ao literalmente agradavel. Fiz um daqueles joguinhos maneiros com um dos alunos do mestre. Quando a equipe retornou, estava a curtir o suor que agradavelmente me escorria pelo corpo. Uma das pessoas da equipe fazia capoeira no Nzinga no horario matutino, só para mulheres. O mestre não jogou neste dia, mas em compensação sambou prá caramba ao final da roda. Depois fez aquele tradicional agradecimento usando a cabaça como alto-falante para amplificar a potencia de sua voz. O mestre ainda dá o seu show! Está bastante fragilizado pela idade e todo cuidado ainda é pouco. Qualquer tropeço e queda pode causar um estrago grande. Depois, todo o caminho de volta para a sua casa e novamente retornar para o centro da cidade onde trabalho para deixar a viatura oficial. Resultado: só fui chegar ao aconchego do lar e da esposa perto da meia noite. Mas valeu demais! Encontros como este com o M. João Pequeno serão cada vez mais raros. Quem nunca viu venha ver...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nzinga Muleeke

domingo, 5 de outubro de 2008

Viva a mestra Janja!

Na ultima sexta feira,03, o Grupo Nzinga realizou a sua roda de capoeira com a presença de muitos convidados e convidadas para o inicio das celebrações por mais um ano de vida da mestra Janja. Foi uma linda roda de capoeira seguida por uma ótima festinha regrada à bolo confeitado e muito guaraná. A criançada se esbaldou, e eu tambem. No dia seguinte, 04, de fato o dia de seu aniversario, a mestra foi para a sua terra Feira de Santana celebrar com sua familia, já que nasceu no mesmo dia que o irmão, mas não são gemeos. Ela nasceu um ano depois do irmão. Morou 12 anos em São Paulo quando, por atuação à frente do Nzinga, recebeu o título de cidadã paulistana. Voltou para a Bahia em julho de 2006. Nos ultimos meses, foi professora da Faculdade de Educação/UFBa até ser convocada pela secretária Luiza Bairros para compor a sua equipe de governo, onde coordena um dos nucleos da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial ( Sepromi ). Já era poderosa, agora é que ninguem segura ela. Na outra postagem, noticio a nomeação da mestra Paulinha para a direção do CEAO/UFBa, cargo que assumirá no proximo dia 22/10. Para resumir, as mestras do Nzinga estão com a bola toda. Quem segura???

Olha é tu que é muleeke!

Há muito tempo que eu pensava em escrever sobre o trabalho com as crianças lá do Nzinga. Bom, começou quando em agosto de 2005 nos mudamos do Idearium para o Alto da Sereia. Depois de alugado o espaço, enquanto eu e Val(gaiver) fazíamos a reforma do salão, um garoto chamado Rodrigo, hoje conhecido como Bebê, foi lá saber se poderia treinar com a gente por que tinha ouvido que teria capoeira e que gostaria de participar do grupo. Eu expliquei por alto o que seria capoeira angola e que ele seria bem vindo. Os trabalhos de reforma foram até o dia 15. Como o dia 18 de agosto é o meu aniversario, resolvi então fazer a inauguração neste dia tambem. A noticia da festa se espalhou ligeiro. Tanto para os amigos capoeiristas quanto para a meninada e comunidade em geral. Foi uma presença marcante a deles! O mestre Cobra Mansa foi outra celebridade que apareceu na inauguração da Nzo a Longo (Casa de Aprendizagem). Poucos dias depois, eu e Lígia fomos na Escola Municipal Ana Neri, que fica de frente com Nzinga, para apresentar e falar da proposta do grupo. Fomos bem recebidos pela diretora que ficou agradecida pelo convite que o Grupo Nzinga foi lá fazer a todas as crianças da escola. Eu pedí permissão a ela para visitar cada sala de aula e convidar pessoalmente as crianças. Permissão concedida! Em cada sala que entramos, fizemos varias brincadeiras legais com as crianças antes de fazer o convite propriamente dito. Não tinha noção da loucura que estava fazendo naquele momento mas, foi feito o convite. Os dias que se seguiram foi uma verdadeira agitação no Nzinga. Bombou geral! Apareceram umas quarenta crianças para a atividade. A mestra Janja ainda não tinha voltado para a Bahia e a mestra Paulinha assoberbada de trabalho na universidade não podia me socorrer naquela hora. Foi pauleira principalmente no começo, antes de conseguirmos estabelecer as primeiras regras de convivencia. Depois de algumas semanas, muitos arrefeceram o impeto de aprender as malandragens da capoeira e deixaram de frequentar a Casa de Aprendizagem. Ficaram uns 20, que era o que nós inicialmente poderiamos dar conta mesmo. "Deus sabe o que faz"! O importante é que ficaram muitos para formar o "nucleo duro" de crianças e que deram continuidade ao processo. Hoje, 3 anos depois, posso dizer que eles são famosos no mundo da capoeira e são a principal força que move o grupo neste momento. O protagonismo é totalmente infanto-juvenil. Cada criança é uma "entidade" com personalidade forte e com perfil definido. Me vem logo à cabeça a imagem de Ricardinho, 7 anos, que é mais malandro e sério ao mesmo tempo, do que muito marmanjo com anos de experiencia na capoeiragem. Filho de Hoji, retado. Não come nada de ninguem! Tem Bruna,11, mandingueira zelosa do bem estar de todos. A cada dia que passa, ela adquire mais e mais manhas, ao mesmo tempo em que assume mais responsabilidades, sendo a única representante das crianças que possui a chave do espaço. Léo, 13, angoleiro de grande valor é também o nosso xicarangoma de plantão. Temos aprendido juntos muitas coisas. Vinicios,11, tambem totalmente dedicado à causa angoleira e dificilmente falta a uma aula de capoeira. Bebê,12, angoleiro de valor que quebra bonito quando toca uma violinha afinada. É um guerreiro nato, quase certo que seja filho de Hoji. Rafael, 12, muleeke mandingueiro e macumbeiro. Tem aprendido a bater nos couros com a ajuda de Léo. Marquinhos, 10, muleeke esperto e jeitoso para as mandingagens. Temos o Yuri, 10, muleeke descolado que tem o molejo do funk, do samba e da capoeira angola. Imaginem se leva jeito? Tem tudo para ser mais um desses capoeiras que dá gosto de ver em ação. Tem Janete, 12, figura pequena mas de grande valor que está temporariamente afastada das atividades por ser marrenta demais. A maioria desses que acabei de citar, fazem parte da primeira "barca" de Crianças do Nzinga, o núcleo duro.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fotos do mestre Pastinha!







O mês de setembro foi intenso no que diz respeito a agenda do Nzinga. Há duas semanas atrás fizemos uma apresentação no ISBA numa atividade promovida pelo sindicatos dos professores. A mestra Janja fez um pequeno pronunciamento a respeito de Diversidade na educação. Depois executamos alguns temas da Orquestra de Berimbaus e fechamos com uma rodinha de capoeira. Maravilha! Recebemos um cachê simbolico e deixamos uma boa impressão para o nosso terceiro encontro no ano que vem, quem sabe? Como diz a música: "A lingua do povo é que fala da gente"...No dia seguinte, na quinta 18, foi a vez de estarmos na Fundação Pierre Verger para um ato solene de recebimento de duas fotos do Mestre Pastinha feitas por P. Verger que foram doadas ao Grupo Nzinga. Foi atendendo ao pedido feito por mim há um ano atrás quando pedi para a FPV a doação das fotos e expliquei o que e como nós fazíamos o nosso trabalho com as crianças do Alto da Sereia. A resposta positiva chegou um ano depois, mas chegou! Foi muito legal tudo. Primeiro que consegui arranjar uma Kombi no meu trabalho para o transporte das crianças e isso ajudou muito. Lá, fomos muito bem recebidos pelas pessoas da Fundação e pelas crianças de lá que eram muitas. No começo banquei o arte-educador com algumas atividades ludico-educativas. Depois fizemos uma roda para tornar a interação completa entre os dois grupos. O pessoal da FPV ficou de pensar numa data para retribuir a visita.Na sexta feira,26, recebemos uma classe de uma escola de São Paulo, a Quíron, onde realizamos atividades de integração baseada na atividade musical e corporal. O encontro aconteceu no Hotel onde eles estiveram hospedados.O dia das crianças se aproxima e tambem teremos atividades neste dia. Estaremos participando da inauguração do Espaço Cultural da Barroquinha(?).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ela voltou!

Depois de morar um ano nos EUA, a Mestra Paulinha está de volta à Bahia. O seu retorno aconteceu no mes de agosto. Ela foi pegar mais um grau: ela agora é Pós-Doutora em Ciencias Sociais. Ela mesma não gosta muito que eu fale sobre ela, mas voces sabem como é né? Tô aqui escrevendo, enchendo minha linguiça e pensei: porque não? Claro que é uma noticia que interessa à comunidade capoeiristica, afinal ela tem um nome escrito com grandes letras na historia da capoeira. É da primeira "barca" do Mestre Moraes aqui em Salvador, quando este fundou aqui o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho juntamente com o M. Cobra Mansa.
Enquanto esteve fora, foi indicada para a direção do Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba e teve o seu nome homologado por unanimidae no Conselho Universitario. Tomará posse no próximo mes de outubro, se a conheço bem, de maneira discreta e sem estardalhaço.
Para o Grupo Nzinga, não precisa nem falar da importancia em tê-la novamente entre nós com a sua sensatez e sabedoria. Por isso é sempre bom gritar: Viva Paulinha!!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Agosto deu gosto!

Sei que já se passaram muitos dias, mas ainda assim sinto que devo passar a informação adiante, afinal de contas muita gente observa e espera com expectativa positiva saber por onde e o que estamos fazendo. Então lá vai um pequeno relato:
Na segunda semana de agosto/08, o Grupo Nzinga de Capoeira Angola realizou evento de celebração e confraternização com a comunidade angoleira de Salvador e os nucleos Nzinga de São Paulo e de Brasília. Foi muito especial! Tudo aconteceu da melhor maneira possivel. Foi um evento totalmente aberto, grátis. Nosso espaço é relativamente pequeno e não comportaria um grande publico, o que nos fez optar por uma divulgação moderada do evento. Foi na medida, o salão ficou cheio assim mesmo...

Começamos com um ótimo bate papo com a mestra Janja no meio da semana. Na sexta-feira, em parceria com a Fica, fomos em ônibus fretado à Cachoeira para a festa de Nossa Senhora da Boa morte, onde realizamos uma grande roda de capoeira. Pudemos levar conosco varias crianças do Nzinga, o que deu um tom especial ao passeio. Depois da roda, claro, rolou muito samba de roda e com gente que entendia muito do assunto, tanto tocando quanto dançando. Na hora do samba estava chovendo e foi uma experiencia bacana sambar com aquele tanto de gente na chuva, principalmente os idosos que estavam em grande numero, demonstrando o valor que o tempo tem quando nos dedicamos a fazer certas coisas.

No sábado logo cedo, a programação nos levou direto para a Casa dos Olhos Tempo que Fala da Nação Angolão-Paketan, o terreiro de candomblé do Taata Mutá Ymê. Era festa de Tempo, portanto fora do barracão. Preciosa oportunidade dos nossos nzingueiros se encontrarem juntos mais uma vez sob as benções de Tempo e de todos que habitam aquela Casa. Na volta do terreiro, rolou no Nzinga uma oficina de percussão regida pela primeira vez por leonardo (Léo),13, aluno do grupo desde os 10 anos. Isso também foi uma fato marcante, pois estamos assistindo ao processo de crescimento de um garoto que somos nós que estamos formando. Na manhã de domingo,17, rolou aula com o Treinel Haroldo, muito elogiada pelo grande publico presente. A tarde, foi a minha vez de dar aula. A partir das 17 hs, começamos a grande roda de capoeira, com a presença de muitos visitantes. Tipica roda onde se chega alegre e se sai feliz.Na segunda, 18 de agosto, estava marcada mais uma roda de capoeira e de samba, fechando o evento com a comemoração do meu aniversário onde o ultimo ato foi a degustação de uma deliciosa mesa de frutas e o tradicional bolo de aniversario