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sexta-feira, 22 de junho de 2012

R i o + 20

Nos últimos dias, estamos assistindo pela TV, a cobertura jornalística a respeito do encontro mundial que discute as questões ambientais e o futuro da humanidade neste nosso planeta. A despeito dos avanços ou não desta reunião, impossível não lembrar do mesmo encontro ocorrido há 20 anos atrás, a ECO-92. Muitas metas foram estabelecidas naquela época e que duas décadas depois, podemos observar que a maioria não foi cumprida. Uma pena, pois o que muitos cientistas de renome internacionais afirmam que o tempo agora é o elemento mais escasso e necessário para a solução dos problemas ambientais, quase que profetizando o famoso “Fim do Mundo, se os governantes mundiais não fizerem uma força tarefa para sana-los. E deram mostras que vão esperar para o próximo encontro mundial, daqui a 20 anos, para se fazer nova discussão sobre o assunto. Me lembrei ainda que na ECO-92 no Rio de Janeiro, o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP) estava lá, talvez como único grupo de capoeira angola se apresentando para aquele publico, ao mesmo tempo em que tínhamos a oportunidade de assistirmos as palestras e painéis que lá ocorriam. Foi um momento único! Eu era na época estudante de Geografia da Ufba e aquilo tudo era muito especial. Sabia que aquilo era histórico, assim como era histórico um grupo de capoeira angola representando uma vertente da cultura brasileira, a cultura negra, se apresentando para publico tão seleto. Principalmente pelo fato de poucos anos antes, esta mesma capoeira estar ameaçada de extinção. Indicando o desequilíbrio cultural, racial e social que a nação brasileira ora apresentava. Ainda hoje assistimos ao extermínio de jovens negros e as manifestações culturais de matrix africanas e indígenas  lutando a cada dia para continuarem existindo. Todos somos parte de um só ambiente! A Capoeira Angola conseguiu escapar da extinção. Resta aos governantes garantirem a existência de seus povos. Se ao menos fossem angoleiros, esses povos teriam alguma chance.