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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Décima Terceira Roda

Quis o destino que a nossa décima terceira roda do ano caisse numa sexta feira 13. Foi maravilhosa de novo! Sou suspeitíssimo para falar isso, mas como sou eu quem escrevo, paciencia! Alguns fatos foram especiais para mim. Além dos 3 mestres do Nzinga estarem na roda (eu, Janja e Paulinha), tinha a presença dos jovens Marquinhos, Rafael e Iolanda, integrantes da primeira “barca”de crianças” desde que chegamos ao Alto da Sereia em 2005. Estavam lá acenando com os seus retornos para o seio do grupo. Voltar à fonte!  Voltar aos treinos! No sábado pela manhã, fizemos uma apresentação da Orquestra de Berimbaus no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal. Dentro da perspectiva do “reajuntamento" dos evadidos, quero registrar a presença de Bebê (Rodrigo), o primeiro altossereiense a pedir formalmente para integrar o grupo, quando ainda realizavamos as reformas estruturais do nosso espaço. Ele também é da primeira barca. Essa historia de “barca”é muito interessante. Eu, por exemplo, sou da primeira barca do GCAP, quando o mestre Moraes chegou de volta  à Bahia no inicio da década de 80. Para quem sabe um pouquinho sobre a historia da reafirmação da capoeira angola na Bahia, a partir  da década de 80, sabe que essa “barca” veio com razoável lotação. Em alguns grupos, essas "primeiras barcas" tem conseguido escrever as suas histórias, ou pelo menos começado a escrever. No caso do Nzinga São Paulo, por exemplo, a sua primeira “barca” também tenta construir a sua própria historia,  tendo produzido até agora (17 anos depois) dois contra-mestres e com indícios de potenciais treineis. No Nzinga Salvador, 10 anos depois, tem um treinel. Lógico que o sucesso de cada “barca” está diretamente associado à competência que tem os seus mentores.

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