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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tempo nos dará lugar!


Foto: P. Verger
 Mës passado, encontrei com dois amigos enquanto caminhava pelas ruas do centro historico de Salvador. Um deles, um dos maiores pesquisadores da capoeira, com livros publicados sobre este assunto, e o outro, um dos maiores mestres de capoeira angola na atualidade. Ambos falavam de uma crise que assola grande numero de grupos de capoeira angola, no Brasil e no mundo. Näo achei estranha aquela conversa, exatamente porque o grupo do qual sou um dos mestres, atravessa também um momento de renovaçäo, o que geralmente vem acompanhado por algum tipo de tensäo interna. Faz parte! No nosso caso, acho que administrar essa crise foi mais facil pelo fato de termos estatuto e diretrizes internas, metas e bandeiras assumidas quando da sua fundaçäo. De vez em quando, se faz necessario perguntar aos discipulos(as) quem de fato se identifica com as propostas do grupo. Ou numa outra vertente, quem ainda tem encantamento para continuar na batalha, tendo que conviver com com o conflito entre o dever e o prazer. E ai, entram as cobranças de atitudes. Talvez o receio de näo ser capaz de superar a si próprio, crie outras dificuldades que impeça algumas pessoas de avançar e ir de encontro ao seu próprio destino, considerando que este destino esteja na capoeira.
Foto: P. Verger
O Grupo Nzinga é diferente! Assumimos lutar contra todas as formas de discrimançäo, ao mesmo tempo em que, através dos valores da cultura africana, tentamos preservar e manter os proprios valores da capoeira angola. Como já disse em postagem anterior, pelo Gcap passaram muitas pessoas legais e com habilidade suficiente para quem sabe, ser um mestre ou mestra no futuro, mas que nâo vingaram por motivos diversos. Desde os problemas praticos da vida real, até os de relacionamento pessoal com  os mestres, agravados pela dificuldade em lidar com hierarquia. Foram escolhas para os que se foram, assim como foram escolhas para os que ficaram. Problemas existiram de fato, mas existia um compromisso com coisas maiores do que a nossa vontade de seguir defendendo os próprios interesses e vaidades. Hoje, olhando para o passado, tenho certeza que fiz a escolha certa em ficar, e ao projetar o olhar para o futuro, vislumbro grandes possibilidades de prosseguimento da escola de capoeira que nós do Nzinga defendemos, fundamentada nos princípios pregados pelo mestre Pastinha. O tempo nos dará lugar...

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