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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

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A trigésima quinta roda aconteceu de maneira tranquila. Começamos com poucas pessoas, inclusive duas visitas, e só então foram chegando os retardatários. Eu e as mestras Janja e Paulinha, pudemos nos revezar no canto e nas outras funções. Naquela sexta, marcamos prá comemorar o aniversario de 15 anos de Antonio Telles, que havia ocorrido de fato na quarta feira, 17/10. Este jovem já é nzingueiro desde os 8 anos. Tenho visto, na prática e na teoria, o crescimento de um discípulo, de uma pessoa. Imaginem como é difícil um processo de aprendizagem que não tem dia e nem hora certa de acabar. Na escola formal a gente sabe exatamente quantos anos terá pela frente até a sua  conclusão. Na universidade, idem... mas na capoeira angola não existe a possibilidade de prevermos de quando será o dia em que estaremos “prontos”. Na escola formal basta que o aluno atinja determinada “nota”ou média, e ele estará automaticamente aprovado para a fase seguinte. Na capoeira, isso é um pouco mais complexo. Não basta apenas saber jogar o jogo. Existem fundamentos que tem que ser assimilados e uma relação de confiança entre mestre e discípulo deverá ser construída, pois muito provavelmente ela será para toda a vida. Isso não acontece na escola formal, pois depois que o aluno consegue a sua nota ou média, ele não necessariamente terá que continuar se relacionando com o seu antigo professor.
Pois é, Antônio está crescido e temos ainda muitos movimentos e valores a lhe ensinar para colaborar com a sua formação como cidadão e como capoeirista. De certo que a minha grande torcida é que ele continue conosco, pertencendo ao mundo angoleiro, porque por outro lado, a Vida, o "sistema bruto", na crueldade banal do cotidiano, pode sugerir-lhe caminhos estranhos. Isso ja ví acontecer com muitos outros "antônios".

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