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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Corpo fechado, alma blindada

"Quem não pode com mandinga, não  carrega patuá”. Esse ditado me induz pensar que uma pessoa mandingueira carrega quase sempre o seu patuá. E, como um pensamento puxa outro, para alguém ter um amuleto ou patuá é necessário que acredite em determinadas coisas. Algumas pessoas não conseguem acreditar em coisas que não entendam, e muitas vezes são coisas que escapam mesmo dos braços da razão. Imagine isso! Como explicar? Razoavelmente acham que isso é mito. Cuidar da roupa branca dias antes de usa-la em uma roda de capoeira, prepara-la desde a lavagem com as folhas certas, a goma de ingomar, a alfazema, o dandá, as contas, dedicar os pensamentos certos, cantar a musica certa para fazer essas coisas...eram fundamentos básicos na capoeiragem de outrora. Além ainda, de não poder fazer “determinadas" coisas no dia em que a peleja é dada como certa. Segundo a lenda, a combinação de fatores que ajudaram a derrubar o grande Besouro Preto foi o álcool, o sexo, faca de ticum com outras rezas. Coisas que de maneira nenhuma são estranhas à maioria de nós. Mas como pode ser? Bom, penso que tudo tem a sua hora e sua vez... Cada pessoa tem o seu “cosmos” e deve se harmonizar com ele para que as suas escolhas sejam certeiras e o futuro aponte para o sucesso. Certas visões conceituais são mais importantes do que as vezes pensa a nossa vã filosofia. Pensar que só será possível saber se o caminho escolhido foi certo ou errado algumas décadas depois é um exercício difícil. É necessário muita convicção! Alguns desses princípios são ancestrais e não deve haver dúvidas em segui-los.
Para mim faz sentido crer em certas “lendas” e tudo que quero e espero é que a minha vivência dê sentido às minhas crenças. E  vice versa. Acreditar faz parte da nossa essência!

Um comentário:

Maré disse...

Mestre, guardo esse post num cantinho especial, caindo como uma luva pra fase que estou vivendo.
"e tudo que quero e espero é que a minha vivência dê sentido às minhas crenças."
awethu!