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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lôbo Mal, Lôbo Bom!

Nzinga jul/2011
Agora que os últimos integrantes da delegação do Nzinga São Paulo retornaram à sua origem, me habilito a escrever sobre o quão positiva foi esta passagem deles por aqui. Da minha parte, fico feliz em saber que o que tenho ensinado ao longo desses 15 anos no Nzinga vai além dos movimentos letais que possui a capoeira. Alguém já filosofou que em nosso intimo existe a disputa entre dois lôbos: um bom e outro mal e dependendo de qual lôbo a gente alimente mais vezes, ele vencerá o outro. Isto posto,  retomo a idéia de que a "atitude" não está no corpo. Ele apenas a representa! Se o pé de alguém bate violentamente no rosto de outra pessoa, o culpado com certeza não é aquele pé. Em outra situação, se você chega na casa de alguém e, se recusa explicitamente a cumprimentar o dono da casa, a culpa por isso também não será do seu corpo... Então, existem muito mais "coisas" a serem ensinadas e aprendidas do que pensamos. Sinceramente, ensinar às pessoas a fazerem os golpes não me parece uma tarefa muito difícil de ser realizada! Atitude e ética sim, é difícil de ensinar.  Parecido com quando estávamos começando na capoeiragem: se estávamos evoluindo no que dizia respeito aos toques de berimbau, ou no que dizia respeito aos movimentos e ao jogo, ou se ainda já conseguíamos falar bem a respeito da capoeira. Acontece que precisamos evoluir em tudo. Saber dar, agradecer, reconhecer, respeitar, merecer, labutar, perdoar, amar, solidarizar-se, ajudar e celebrar são valores que nem todos conseguem realizar. Tanto para ser ensinados quanto para serem aprendidos. Fiquei feliz em ver que todas as pessoas estão num caminho bom. Algumas jogam mais do que tocam. Outras falam e tocam mais do jogam. Outras respeitam e treinam mais do que jogam. Outras treinam e jogam mais do que falam. Outras são mais humildes e não falam. Outras são vaidosas e ajudam mais do que as que perdoam e não treinam. Como vemos, precisamos evoluir em muitos aspectos objetivos e subjetivos do que representa ser "capoeirista". Não podemos dizer que a violencia esteja associada ao caminho do equilibrio. O equilibrio das coisas deve ser o objetivo. E prá se conseguir isso, precisamos viver uma vida!       

Um comentário:

martins disse...

MEsmo atrasado a gente chega lá!

Parabéns Mestre, muito obrigdo por nos presentear com este jeito de ver o mundo, que é nada mais nada menos que maravilhoso.
A semente está semeada, e é cultivada no dia dia, pouco a pouco vamos aprendendo mais e mais contigo.
Te desejo muita alegria neste ano que se segue e nesta vida que se leva.
Enorme abraço
Thiago Diboa