quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ngunzo e Axé!
Novamente transmito direto da sede do Nzinga Salvador, com as mestras Paulinha e Janja lá no grande salão, botando prá derreter no calor da hora e da Bahia! Estou no “estaleiro”, apenas para usar uma gíria do futebol. Estou me recuperando de uma pequena cirurgia na boca. Na sexta em São Paulo, com certeza estarei dando uns “pulos”. Ver o "Nascimento do Boi” e rever os amigos e a tribo maranhense, encabeçada pelo grande Tião Carvalho será um prazer enorme. Um baiano em busca do ngunzo do Maranhão! Que beleza! Mal vejo a hora de estar com as pessoas que compõem uma parte importante das boas memórias dos tempos vividos na terra da garoa.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Décima Terceira Roda
Quis o destino que a nossa décima terceira roda do ano caisse numa sexta feira 13. Foi maravilhosa de novo! Sou suspeitíssimo para falar isso, mas como sou eu quem escrevo, paciencia! Alguns fatos foram especiais para mim. Além dos 3 mestres do Nzinga estarem na roda (eu, Janja e Paulinha), tinha a presença dos jovens Marquinhos, Rafael e Iolanda, integrantes da primeira “barca”de crianças” desde que chegamos ao Alto da Sereia em 2005. Estavam lá acenando com os seus retornos para o seio do grupo. Voltar à fonte! Voltar aos treinos! No sábado pela manhã, fizemos uma apresentação da Orquestra de Berimbaus no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal. Dentro da perspectiva do “reajuntamento" dos evadidos, quero registrar a presença de Bebê (Rodrigo), o primeiro altossereiense a pedir formalmente para integrar o grupo, quando ainda realizavamos as reformas estruturais do nosso espaço. Ele também é da primeira barca. Essa historia de “barca”é muito interessante. Eu, por exemplo, sou da primeira barca do GCAP, quando o mestre Moraes chegou de volta à Bahia no inicio da década de 80. Para quem sabe um pouquinho sobre a historia da reafirmação da capoeira angola na Bahia, a partir da década de 80, sabe que essa “barca” veio com razoável lotação. Em alguns grupos, essas "primeiras barcas" tem conseguido escrever as suas histórias, ou pelo menos começado a escrever. No caso do Nzinga São Paulo, por exemplo, a sua primeira “barca” também tenta construir a sua própria historia, tendo produzido até agora (17 anos depois) dois contra-mestres e com indícios de potenciais treineis. No Nzinga Salvador, 10 anos depois, tem um treinel. Lógico que o sucesso de cada “barca” está diretamente associado à competência que tem os seus mentores.
sábado, 14 de abril de 2012
A Retomada
Na ultima quinta feira realizamos a terceira sessão do Cine Sereia, depois de uma interrupção longa em sua programação. Com recursos proprios, mandei fazer o concerto da mesa de som e comprei um DVD player e mais alguns cabos. Agora estamos no olho do furacão de novo, inclusive com duas sessões: uma semanal, onde exibimos só imagens internas do grupo Nzinga e que estamos chamando de Cine Memória, acontecem sempre nas sextas feiras antes de começar a roda de capoeira. E a outra é quinzenal, o Cine Sereia, onde exibimos filmes sobre variados temas, sejam da Programadora Brasil ou não. Estamos felizes com essa retomada. Viva o Cine+Cultura!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Sexta Santa!
Camaradas, a Páscoa passou e, diferentemente das ultimas, deixou boas lembranças. Mais lembranças! Porque de fato o que a tornou especial desta vez foi, além do fato de ter ido para a cidade de Serrinha onde me criei, foi ter encontrado alguns velhos amigos que havia 30 anos que não os via. E aí já sabe né? Um verdadeiro mergulho no túnel do tempo, onde as lembranças vinham em turbilhão. Entre uma cerveja e outra, muitas histórias que já estavam no velho canto do esquecimento e que , pela palavra, foram catapultadas para o presente. Essas historias foram arejadas pela novidade deste encontro. Algumas das minhas, quase haviam me escapado, mas agora tenho certeza que estarão para sempre comigo. Outras ainda, emergirão da sombra do esquecimento quanto mais nos encontrarmos. A ultima vez que viajei na Páscoa foi há 4 anos para a mesma cidade. Naquela ocasião, convidei alguns discípulos para fazer essa viajem ao encontro do passado. Uma maneira de compartilhar com eles um pouco do meu passado. Um pequeno capítulo da historia da minha vida que pode indicar o porque de algumas coisas. Claro que nós mudamos em muitas coisas, mas algumas permanecem, principalmente às que dizem respeito aos valores. Êh Tempo Zará!
sábado, 7 de abril de 2012
Décima Segunda
A décima segunda roda aconteceu na verdade fora do dia que normalmente ocorrem as nossas rodas de capoeira. Foi na quarta feira, antes da Sexta Feira da Paixão,06, pois muitas pessoas viajam para o feriado católico. Foi muito tranquila e cheia de aprendizagens, pois todo dia é dia para aprendermos. Eu também viajei para a cidade onde vivi os melhores momentos da juventude. Serrinha é uma cidade que cada dia mais ratifica o seu papel de centro regional. Há quatro anos atrás, quando fiz esta mesma viajem, a fiz acompanhado por alguns discipulos: Fulaninho e Fabiana. Desta vez quem me acompanhou nessa jornada ao encontro de memórias remotas foi o treinel Anderson Barba Ruiva. O Rodrigo e a Ana Crestani apesar de convidados, não puderam ir juntos em virtude de compromissos agendados com anteroridade. Foi uma oportunidade de entender um pouco mais do meu imaginario, de quem eu sou e de onde venho. Amigos que havia 40 anos que não os via. Foi uma saudável e festiva rememoração. Vimos ainda a Procissão do Fogareu, que ocorre dentro dos festejos da Páscoa naquela cidade.
domingo, 1 de abril de 2012
A Décima Primeira
A roda No. 11 foi marcante antes mesmo de ter começado. As 18 hs rolou pela segunda semana seguida, sessão do Cine Sereia com a projeção de pequenos videos que retratam as diversas fases do trabalho de capoeira angola que desenvolvemos na comunidade do alto da Sereia. Neste dia, projetamos um video que mostra uma roda de capoeira com as crianças e jovens daqui 3 meses após termos chegado na comunidade. Sete anos depois, vemos que muitas coisas estão diferentes e melhores. Bom foi ver que 7 anos depois, algumas crianças continuam lá, no movimento com a gente. Muitos jovens bons estiveram lá por muito tempo. Desses, só alguns continuam todo o tempo. Neste período, tem sido necessário fazer escolhas, e com elas, cada qual escreve o seu próprio destino. Queremos estar presente na vida destes jovens exatamente para oferecer algumas possibilidades. Hoje pela manhã no Facebook, falando deste assunto escrevi que o “tempo passa e nós também”... Da minha parte, não tenho nada contra que o tempo passe bem devagarinho... e eu também!
terça-feira, 27 de março de 2012
Cine Sereia, o retorno!
Depois de alguns meses fora do circuito, o CINE SEREIA volta à cena do movimento cineclubista baiano com as energias renovadas. Depois de varios problemas técnicos, com avarias em muitos dos equipamentos, além da perda de pessoas que compunha a equipe, voltamos com novo enfoque conceitual. Antes, a programação era quase que totalmente voltada para o publico infantil. Nessa fase atual, vamos diversificar quanto aos seguimentos a serem contemplados. O principal e mais caro equipamento que é o datashow, ficou intacto. Como somos um grupo que sobrevive às próprias custas, sem patrocinio de ninguem, foi preciso um tempo para encaixar as despesas decorrentes da quebra de parte desses euipamentos. A aquisição inicial dos equipamentos foi graças ao edital do Ministerio da Cultura chamado de Cine + Cultura (2009) e que foi de importancia fundamental para essa frente de atuação do grupo, o cineclubismo. Passaram-se 2 anos desde a primeira sessão do Cine Sereia. Foi no dia 18 de março de 2010. Nova fase! Projetamos o filme “Histórias da Bahia”- Vol.1 - A Ladainha. Feito por Fabricio Apolo, colombiano capoeirista e amigo. Lançado em 2011, o filme mostra depoimentos de mestres a respeito da ladainha e de outras mandingas. Ao mesmo tempo, criamos também um outro momento para fazermos uma pequena exibição nas sextas feiras, as 18 hs, antes de começar a nossa roda, marcada para as 19 hs.
sábado, 24 de março de 2012
A décima
Sou suspeito prá falar, mas a décima roda foi bem legal! Muitas cabeças, corpos, sentimentos e almas vibrando numa mesma sintonia e com a mesma melodia. A alegria de ser livre por um momento! Um instante mágico... às vezes não acontece. Sinal que algumas coisas não se harmonizaram naquela hora. Muitas pessoas nos visitaram neste dia. Algumas delas, as vezes, chegam atraídas pela musica que ouvem quando passam pela avenida oceânica.
Depois de meses de hibernação, agora que nós reativamos o Cine Sereia nas quintas feiras alternadas, concomitantemente também criamos mais um momento para ficarmos defronte ao telão todas as sextas feiras, às 18 hs. O objetivo é que essas sessões exibam imagens e videos de capoeira, de jogos ou falas importantes dos mestres. Nas sessões da quinta, abordamos os mais variados temas e onde o debate pós filme é obrigatório. Apesar de ser facultativo nessas sessões de sextas, o debate foi bastante rico e informativa. Exibimos meia hora de filme da roda ocorrida em 2008 quando o mestre JG veio nos visitar no Alto da Sereia. Foi bom ver, naquela época, crianças como Antonio, Bruna, Janete, Anderson, Vinicius, Rafael, Leo e Marquinhos jogando e mandingando como gente grande. Hoje, alguns já são adultos e tocam as suas vidas baseadas em valores e principios apreendidos na vivencia da capoeira. Apesar de alguns deles estarem afastados do dia a dia do grupo, mantêem ainda o sentimento de pertencer ao Nzinga. E não por acaso, essa ideia do “pertencimento” nos é preciosa! Esses jovens, com essa ideia, sabem onde fica o seu “Norte”. A partir do momento em que sabem uma direção, as outras se definem automaticamente. Essa é a esperança!
Depois de meses de hibernação, agora que nós reativamos o Cine Sereia nas quintas feiras alternadas, concomitantemente também criamos mais um momento para ficarmos defronte ao telão todas as sextas feiras, às 18 hs. O objetivo é que essas sessões exibam imagens e videos de capoeira, de jogos ou falas importantes dos mestres. Nas sessões da quinta, abordamos os mais variados temas e onde o debate pós filme é obrigatório. Apesar de ser facultativo nessas sessões de sextas, o debate foi bastante rico e informativa. Exibimos meia hora de filme da roda ocorrida em 2008 quando o mestre JG veio nos visitar no Alto da Sereia. Foi bom ver, naquela época, crianças como Antonio, Bruna, Janete, Anderson, Vinicius, Rafael, Leo e Marquinhos jogando e mandingando como gente grande. Hoje, alguns já são adultos e tocam as suas vidas baseadas em valores e principios apreendidos na vivencia da capoeira. Apesar de alguns deles estarem afastados do dia a dia do grupo, mantêem ainda o sentimento de pertencer ao Nzinga. E não por acaso, essa ideia do “pertencimento” nos é preciosa! Esses jovens, com essa ideia, sabem onde fica o seu “Norte”. A partir do momento em que sabem uma direção, as outras se definem automaticamente. Essa é a esperança!
sábado, 17 de março de 2012
A Nona Roda
A Nona Roda do ano no Nzinga foi mais que especial. Foi especialíssima! Mais uma vez recebemos as crianças do Alto da Sereia, as que treinam capoeira e as que não treinam, mas que estão sempre por lá. A única pessoa que nos visitou ontem foi o mestre Valmir e, por isso foi tão especial a nossa roda ontem. Irmão desde os primeiros tempos na capoeira, Valmir cantou, tocou e jogou com o espírito da diversão e da brincadeira. No final, o mestre valmir deu sugestão e contribuiu com os ensinamentos fundamentais, deixando seu axé no chão da nossa casa.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Ao céu, vai quem merece!
Para o estudante que está há algum tempo inserido em algum tipo de trabalho ligado à cultura popular e à tradição, como é o caso da capoeira, sabe que é importante construir uma relação de confiança com o seu mestre. "Um mestre tem muitos segredos, mas não nega a explicação” (M.P). Cada um terá a explicação que merecer. Uma vivencia virtuosa no decorrer dos anos, nos credencia a ser merecedores das melhores explicações e segredos dos mestres.
domingo, 11 de março de 2012
A oitava Roda!
Na ultima sexta, dia 09 de março, fizemos mais uma roda sob a aura da paz e humildade que norteia o nosso trabalho. Lembro a voces que no dia anterior foi o dia internacional da mulher e que, também é a data de aniversario do Grupo Nzinga, fundado em 1995. Façam as contas de quantos anos completamos! Adultas capoeiristas tinham poucas, mas meninas capoeiristas tinham muitas. Tiveram meninas que não “jogam” capoeira mas fizeram questão de entrar e tentar um jogo, só com os elementos que tinham na memória e no subconsciente, pois sempre estão no entorno das nossas aulas. A roda era das mulheres e elas sabiam que estavam contempladas naquele momento. Avisamos para algumas pessoas levarem frutas. Rolou uma tremenda mesa de frutas e outras milongas mais. A criançada espera até o ultimo momento para zarpar, deixando para trás um certo silencio e calmaria. Novamente, o Carrinho da Alegria que fica pertinho do Nzinga, foi o caminho tomado para a balada. Samba Butiquim no couro!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Viva as Mulheres!
O dia 8 de Março é o dia internacional da Mulher! Também é o dia do aniversario do Grupo Nzinga de Capoeira Angola. Dia 8 de Março de 1995 foi o dia de sua criação. A mestra Janja quem o concebeu em seus primeiros tempos de morada na cidade de São Paulo. Lembro-me que ela saiu do I Encontro Internacional de Capoeira Angola, promovido pelo GCAP em 1994, direto para o aeroporto rumo à terra da garoa, onde morou por 12 anos. Eu e a mestra Paulinha tambem fomos para lá no ano de 1998 e nos juntamos a ela, onde ficamos até janeiro de 2002. Quase 3 meses após o nosso retorno à capital baiana, fundamos também aqui o Nzinga, no dia 23 de Abril. Completamos em Salvador a nossa primeira década. No Alto da Sereia chegamos no ano de 2005. Comemoraremos no dia de meu aniversário, no próximo dia 18 de agosto, 7 anos que estamos fazendo capoeira dentro da comunidade altossereiense. Sete anos! Outro numero bem interessante. Vimos algumas crianças atingirem a fase adulta. Um processo longo, dificil e real de educação. Acompanhar durante tantos anos um processo de aprendizagem como é o da capoeira angola, inevitavelmente nos faz lançar um olhar para o passado e perceber que o compromisso está sendo honrado com a tradição e com os deveres de capoeirista no presente, alimentando a esperança de no futuro ver esses jovens protagonizando as suas trajetórias vitoriosas, sejam elas na capoeira ou em qualquer atividade em que se proponham a fazer.
A cor de um olhar!
Outro dia, semana passada, trabalhando durante a tarde, vi a lua. Parecia tão sem segredos ou mistérios que cheguei a pensar que não fosse ela mesma. Musa inspiradora de tantos amores e poesias, tava sem vaidades naquela hora. O calor tava infernal e o transito limitava a minha inspiração. Voces já ouviram falar que a gente sempre vê a mesma face da lua? Pois é, já ouvi isso... São Jorge do jeito que é esperto, foi dar uma rolé na outra face , no lado escuro, em busca de aventuras mais frescas. Falando assim da lua, faz-me lembrar da fabula de um senhor sentado a beira da estrada, na entrada de uma cidade, sob a sombra de uma grande arvore quando um visitante encosta o carro e lhe pergunta: Senhor, como é esta cidade ai? O velho antes de responder àquela pergunta, indaga ao visitante: primeiro me diga como é o lugar de onde voce está vindo e só então te responderei. O visitante lhe responde então que o lugar do qual está vindo é muito bom e que deixou excelentes amigos lá... o velho então lhe revela que aquela cidade é exatamente assim e que ele fará grandes amizades e será um temporada maravilhosa. Muitas vezes as virtudes ou a falta delas está apenas no “olhar".
terça-feira, 6 de março de 2012
A Sétima Roda
A sétima roda foi demais! Tivemos algumas visitas, mas as presenças mais marcantes mesmo foram as das crianças do Bate Facho que integram o Grupo Zimba. A Flavia Diniz, integrante do Zimba, estava liderando essa jornada. Foi muito bom para o nosso chão! Ngunzo !
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A sexta Roda
Foi a roda da ressaca do carnaval. Foi uma roda simples e carregada de boa energia. Tivemos a presença de alguns visitantes. Transcorreu de maneira tranquila e com um repertório musical bem diversificado, onde eu, a Janja e a Paulinha pudemos nos revezar nos cânticos, donde resgatamos alguns que nunca mais havíamos cantado. Depois da roda fomos tomar uma cervejinha na Vila Matos, na barraca do Edinho. A Paulinha havia levado uns salgadinhos chamados “rabo de tatú” que fizeram muito sucesso. De lá, seguimos para o Samba Butequim que naquele dia estava se apresentando no Largo de Santo Antonio. Chegando lá, vimos o largo totalmente ocupado pelos apreciadores da arte. Estiveram lá algumas figuras conhecidas. Meu irmão Gereba também marcou sua presença fazendo uma pequenina homenagem ao grande Luiz Gonzaga, no ano de seu centenário. Salve o velho “Lua”!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Corpo fechado, alma blindada
"Quem não pode com mandinga, não carrega patuá”. Esse ditado me induz pensar que uma pessoa mandingueira carrega quase sempre o seu patuá. E, como um pensamento puxa outro, para alguém ter um amuleto ou patuá é necessário que acredite em determinadas coisas. Algumas pessoas não conseguem acreditar em coisas que não entendam, e muitas vezes são coisas que escapam mesmo dos braços da razão. Imagine isso! Como explicar? Razoavelmente acham que isso é mito. Cuidar da roupa branca dias antes de usa-la em uma roda de capoeira, prepara-la desde a lavagem com as folhas certas, a goma de ingomar, a alfazema, o dandá, as contas, dedicar os pensamentos certos, cantar a musica certa para fazer essas coisas...eram fundamentos básicos na capoeiragem de outrora. Além ainda, de não poder fazer “determinadas" coisas no dia em que a peleja é dada como certa. Segundo a lenda, a combinação de fatores que ajudaram a derrubar o grande Besouro Preto foi o álcool, o sexo, faca de ticum com outras rezas. Coisas que de maneira nenhuma são estranhas à maioria de nós. Mas como pode ser? Bom, penso que tudo tem a sua hora e sua vez... Cada pessoa tem o seu “cosmos” e deve se harmonizar com ele para que as suas escolhas sejam certeiras e o futuro aponte para o sucesso. Certas visões conceituais são mais importantes do que as vezes pensa a nossa vã filosofia. Pensar que só será possível saber se o caminho escolhido foi certo ou errado algumas décadas depois é um exercício difícil. É necessário muita convicção! Alguns desses princípios são ancestrais e não deve haver dúvidas em segui-los.
Para mim faz sentido crer em certas “lendas” e tudo que quero e espero é que a minha vivência dê sentido às minhas crenças. E vice versa. Acreditar faz parte da nossa essência!
Para mim faz sentido crer em certas “lendas” e tudo que quero e espero é que a minha vivência dê sentido às minhas crenças. E vice versa. Acreditar faz parte da nossa essência!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mudança do Garcia
Na segunda feira de carnaval todos os caminhos sempre nos levam para a Mudança do Garcia. A irreverencia é explícita. Saio seguindo o Grupo Gia, o primeiro bloco coberto da Bahia. Nenhum bloco em Salvador oferece sombra para os seus integrantes. Só o Grupo Gia. Chegará o dia em que oferecerá além da sombra, tambem a água fresca. E seguimos cortejo na contra-mão... todos vindo e nós indo! Quando pareceu facil, voltamos e seguimos o fluxo oficial. Quando a maré era alta, a gente se recolhia nas beiradas. Quando era suave, a gente encarava e passava assim mesmo. Piriguete a 3 por 5 reais, tal qual na festa do Bonfim e Iemanjá. Cheguei a comprar de 4 por 5 reais, mas tinha uma conversa a ser travada antes da negociação. Quando fui bem na conversa, levei 4, outras vezes, levei 3. Quem conhece o Grupo Gia sabe que tudo pode acontecer em termos de criatividade e improviso. Uma das coisas que mais me impressiona é o estandarte amarelo sem inscrição ou imagem. É lindo! Liso e amarelo. Não posso dizer que é em branco porque é em amarelo, liso. No ano passado teve uma coisa muito legal que foi a bicicleta que gerava energia para ativar o sistema de som e que qualquer pessoa podia colaborar com umas pedaladas para carregar a bateria. Este ano teve um outro sistema, acho que com bateria de carro. Quando descarregou, os microfones foram abandonados e ficamos com a potencia dos nossos gogós. Faz parte também! Foi legal poder dar esse gás com a multidão! Isso é carnaval.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Camarote Universitario
Hoje a festa foi no camarote universitário em ondina. Projeto mantido pelo sindicato de servidores técnicos administrativos da Universidade Federal da Bahia, do qual sou um de seus associados. Esse camarote fica defronte a outros bem mais badalados e caros, mantidos pelos grandes hotéis e pessoas famosas. De lá pude ver todas as grandes estrelas passando com seus trios elétricos poderosos, fazendo tremer o chão e os nossos tímpanos. Foi mais uma noite gloriosa e cheia de alegria.Ví muitos milhares de pessoas juntas e não ví nenhuma confusão. Só Alegria!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
O RODANTE
Ontem à noite fui brincar carnaval no bairro do Santo Antonio Além do Carmo, seguindo a folia do bloco carnavalesco “O Rodante”, cuja a concentração foi na Praça dos 15 mistérios. Estavam lá muitos amigas e amigos queridos. Rodamos pelas principais artérias do bairro sob as bençãos da alegria. A “piriguete” estava de novo na promoção: 3 por 5 reais. As fantasias estavam “profissas”... Impossivel não lembrar dos 15 anos em que treinei no GCAP, no forte da capoeira, onde pudemos circular e conhecer todas as “quebradas" do bairro, num tempo em que a ocupação era feita por pessoas simples e modestas, ao contrario de hoje, que é principalmente feita por estrangeiros endinheirados, que estão comprando todas as casas ainda disponiveis. A especulação imobiliaria jogou para cima o valor das edificações historicas.
Já é Carnaval!
Na quarta feira passada fizemos a aula de capoeira com o espirito de quem só vai se encontrar novamente depois da folia momesca. Agora já é carnaval! No meu trabalho, trabalhei até aquele dia... Na capoeira... bom, na capoeira o sentido é mais profundo a respeito do “trabalho”. Para alguns é emprego. Para outros é trabalho. Para outros é missão e causa. E outros, conseguem ser um pouco de todas as alternativas anteriores.
A cidade pulsa! O verão esquenta! Os sentimentos se uniformizam pela alegria do povo baiano, campeão em simpatia, apesar do aumento das areas reservadas à elite através dos camarotes, em detrimento da redução do espaço publico.
A cidade pulsa! O verão esquenta! Os sentimentos se uniformizam pela alegria do povo baiano, campeão em simpatia, apesar do aumento das areas reservadas à elite através dos camarotes, em detrimento da redução do espaço publico.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A Quinta Roda!
A quinta roda do nzinga aconteceu somente com a prata da casa, ou seja, somente com discípulos e discípulas nzingueiras. Estávamos nós 3: eu, a Janja e a Paulinha. Recebemos visitas de pessoas que queriam assistir a roda. Foi tudo redondinho. Ainda existia a greve da polícia e o clima ainda era de insegurança, mas mesmo assim depois da roda, foi possível dar um rolé no Samba Butequim que aconteceu no Carrinho da Alegria, barzinho que tem ao lado do acarajé da Cira, que fica no largo da Mariquita, Rio vermelho. Agora já não existe mais greve e a ordem está voltando à city. A vida voltando ao normal...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Frase pastiniana!
"A Capoeira está para todo mundo, mas nem todo mundo está para a Capoeira”. Essa frase “pastiniana" resume de maneira emblemática de como é difícil e complexa a tarefa de desvendar os mistérios e segredos da capoeira angola, tanto no âmbito do ensinar como no do aprender. Porque nos tempos que tenho na capoeira, já vi muita gente com habilidades impressionantes para executar os movimentos e as feições da mandingagem mas, no decorrer do tempo não permanecem na capoeiragem. Por quê? Não me arriscaria a responder a esta pergunta... mas sei que em alguns casos é a vida mesmo, com todas as dificuldades que tem direito. Em outros, é a dificuldade da própria pessoa em superar limites e de fazer escolhas pessoais. Nem precisa dizer que os jovens negros no Brasil tem a vida muito mais dificultada do que outros segmentos raciais. São obrigados a entrar no mercado de trabalho precocemente, tendo muitas vezes que abandonar a escola para isso. Um ciclo vicioso que precisa ser quebrado... cada pessoa colabora como puder...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A quarta roda
A nossa quarta roda do ano na verdade não aconteceu(?). Vou explicar o porquê. Neste dia, era a abertura do evento do Grupo Zimba do qual eu era um dos convidados a dar workshop durante os dias seguintes. Marcava o retorno do mestre Boca do Rio à Bahia, após 4 anos na europa. A greve de policiais que acontecia já há 10 dias, trouxe à cidade um clima de insegurança muito grande, principalmente naqueles dias, onde aconteceram varios tipos de delitos. Muita gente estava e alguns ainda estão preferindo ficar em casa mesmo. Então, fomos todos nós, integrantes do Nzinga, para o evento que aconteceu de maneira plena e foi muito legal! Teve como convidados eu, os mestres Valmir e Caboré, sem falar do próprio mestre Boca do Rio e do mestre Ras Ciro. A roda de abertura foi bem legal, onde só os mestres e contra mestres puderam jogar a mandinga e um grande numero de inscritos no evento puderam apreciar os bons jogos que aconteceram. Bem vindo de volta mestre Boca do Rio! Saravá!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O que eu sou, é o que faço!
Semana passada faleceu o Dr. Angelo Decânio. Nas ultimas décadas, foi figura importante na capoeiragem baiana. É bem verdade que por ter sido aluno do grande mestre Bimba, o seu perfil se associa de fato, mais à capoeira regional. Desde que entrei na capoeira, 30 anos atrás, nunca o vi jogando capoeira, apesar de saber que isso não signifique que ele não a jogasse. Entretanto, prestou um grande serviço à capoeira angola ao comentar os manuscritos do mestre Pastinha: A Metafísica da Capoeira Angola. Esses manuscritos estão disponibilizados na internet. Obra imprescindível para o entendimento da filosofia pastiniana, principalmente por parte dos angoleiros e angoleiras, mestres e discípulos que forem! Se a fala traduz o pensamento, a voz e a ação devem ter afinidades! O que eu sou, é o que faço”?
Dr. Decânio, um doutor na medicina e na capoeiragem, pois do tanto que ele sabia, poucos estariam à altura de enfrenta-lo numa peleja intelectual. Minhas condolências à família e aos amigos!
Dr. Decânio, um doutor na medicina e na capoeiragem, pois do tanto que ele sabia, poucos estariam à altura de enfrenta-lo numa peleja intelectual. Minhas condolências à família e aos amigos!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mameto Dandá!
Ontem realizamos mais uma festa homenageando Mameto Dandalunda, a Rainha do Mar. Fizemos a entrega dos presentes na anti vespera: um balaio foi entregue para Mameto Kissimbi (Oxum) no dique do Tororó e o outro foi entregue no mar, para Mameto Dandá (Iemanjá), depois da meia noite da quarta feira. Muitos amigos e amigas estiveram presentes. Os mestres Valmir, Renê, Caboré e Boca do Rio, estiveram mais uma vez conosco, deixando os seus axés no nosso chão e nos brindando com suas mandingas. Ontem esteve lá tambem o capoeirista Pepeu, filho do mestre Moraes. Mais um companheiro de viagem, outro malungo. Foi muito feliz o momento em que tocamos e cantamos juntos. A camiseta do evento arrebatou mil elogios, feita por minha queridíssima sobrinha, Alice Kottler(alice.kottler@gmail.com). A feijoada, mais uma vez arrasou de gostosa, feita pela já famosa Nalva. O samba de roda, sob a batuta do mestre Renê, foi outro ponto alto da festa. Ontem fizemos ainda, a entrega de título de contra mestre para Daniel Marconi e Piter Bedoian. São os primeiros contra mestres do Nzinga. O Anderson Barba Ruiva foi elevado a Treinel. Foi um dia glorioso para a historia que começamos a construir há 30 anos. Tudo deu super certo! ODOYÁ!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Terceira Roda
A nossa terceira roda de capoeira do ano, realizada na ultima sexta feira, foi igualmente à segunda, muito boa! Foi uma roda caseira, quase toda ela, salvo duas garotas capoeiristas que nos visitaram nos ultimos 30 minutos do encontro mandingueiro. Teve ainda a participação da Raquel, que está de passagem pela capital baiana e do Fernando Vulcão, ambos do Nzinga SP. O Diogão tambem está pela capital baiana, com exceção desses dias que antecedem à festa do mar. Já estamos vendendo a camiseta da festa do dia 2 de fevereiro por apenas 15 reais. Está muito bonita! A feijoada custará tambem 15 reais. Estamos prontos e esperando o grande dia! Venham nos prestigiar e apoiar com a sua presença! Até lá...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Iemanjá protege quem protege o mar!
sábado, 21 de janeiro de 2012
Malungada!
Este ano todo estarei celebrando meus 30 anos de capoeira angola, juntamente com as “Malungas”Janja e Paulinha. Em 2007, rolou o evento chamado “Malungos”, que significa: companheiros de viagem. Contou com o Nzinga (Poloca, Janja e Paulinha), com a Fica (Valmir) e com o Zimba (Boca do Rio) e marcou a passagem dos nossos 25 anos de capoeira. A primeira ideia é de que o faríamos de 5 em 5 anos. Este ano novamente deveremos realizar alguma coisa em conjunto. Aguardem!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Segunda Roda do ano!
Lembro-me que no ano passado comecei a contar e descrever como estavam sendo as rodas aqui no Nzinga. Sei que depois de varias rodas ótimas, esqueci de continuar descrevendo enquanto me lembrava de escrever sobre outras tantas coisas que abordei aqui neste bloguinho. Hoje faremos a segunda roda do ano. A primeira roda, semana passada, aconteceu no dia seguinte à festa do Bonfim, 12. Foi a primeira sexta feira 13 do ano. Foi bem legal, pois estávamos ainda com o espirito elevado do dia anterior, apesar das nossas vozes ainda não estarem plenamente recuperadas. Estamos no maior agito para o evento do dia 2 de fevereiro, então tudo é ingrediente para a festa no mar, que este ano tem apelo especial por se tratar do ano em completamos 30 anos de capoeira. Então, no Nzinga este ano, teremos o ano todo de celebração. Compareçam, nos visitem e celebrem conosco esta passagem de nossas historias.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Caiu na rede é peixe!
Berimbau me chama!
Enredado!
Pela primeira, desde que instalamos internet e telefone aqui no Grupo Nzinga, escrevo para este previlegiadíssimo forum. Tenho que admitir que tem um certo ar de magia! Apenas uma porta separa-me da aula que a mestra Paulinha está dando no salão principal. O ritmo da capoeira pulsa e soa-me como um “musak”, tão companheiro em longas esperas e alimentador de outras esperanças. Iê! Ouve-se(?) um profundo silencio! Silencio total... No salão, ensinamento dado... na salinha, silencio de novo. O gunga, bem afinado no grave, invade o ambiente com seu som, ajudado por um vento forte que o faz soar, inclusive por baixo e por detrás das coisas. A musica se eterniza neste momento. Eterna por um instante! Escuto: minha sereia rainha do mar, não deixe meu barco virar...
Berimbau me chama!
Berimbau me chama!
sábado, 24 de dezembro de 2011
Pastinha e a teia da aranha
Voces lembram do que o mestre Pastinha falou sobre a teia da aranha? É o que gostaria de falar para voces, leitores queridos, neste momento...
Mestre João Pequeno de Pastinha
Falo sinceramente para voces, foi duro perder o mestre João Pequeno de Pastinha dias atrás. Todos de certa forma, estávamos preparados individualmente para o episódio, mas o que se viu lá na hora não foi bem isso. Existia um certo clima de reencontro entre todos que estavam presentes, mas foi nitido tambem que o sentimento de dor e pesar pela morte do mestre era um sentimento coletivo e que aproximava a todos que estavam lá no Bosque da Paz, independente de se conhecer ou não! Não pude evitar as lagrimas quando a neta do mestre João Pequeno, Nani, tentando fazer a sua ultima homenagem ao mestre, cantou a ladainha de autoria do seu avô, e que com dificuldade conseguiu conclui-la. Foi a despedida de um dos mestres que fez a passagem da era Pastinha para a era atual. Foi sem duvidas um dos olhos do velho mestre Pastinha. A gente pensa que os tempos passam, mas vê a historia se repetir. Mais um mestre nos deixa sem ter tido as devidas homenagens e reconhecimentos em vida.
sábado, 26 de novembro de 2011
Orkestra de berimbaus é show!
Como havia divulgado pelo Facebook desde a semana passada, fizemos na ultima quinta feira, dia 24/11, a abertura da final do IV Festival da Canção Estudantil, que foi realizado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador. A plateia era composta por 100% de estudantes secundaristas, adolescentes no auge de suas alegrias e angustias.
Ficamos em um camarim ao lado do cantor Lazzo Matumbi, um dos nossos ídolos. Ensaiamos e nos concentramos lá... No palco, cantamos a musica “Tiene Pamosi”. Essa musica foi composta com frase em varias línguas, exatamente para contemplar os vários povos que lutaram contra o colonizador portugues e que hoje compõem o Estado moçambicano. A idéia da letra pode ser sintetizada em uma frase: “unidos num só coração”.
Depois cantamos o hino do 2 de Julho, numa homenagem à cidade de Salvador. Foi daqui, que o colonizador também portugues foi expulso definitivamente do Brasil, depois de sangrentas batalhas.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Mestre Gato, Nzinga e Cupuaçu
Há mais ou menos um mes atras, estive em São Paulo, onde passei 4 dias. Tava frio! Fui para o lançamento do livro Mestre Gato e a Comadre Onça, da escritora Carolina Cunha, que aconteceu na sede do Nzinga. Foi uma mega produção! Tinha muita criança. A maioria era do grupo Sim Sinho. Outras estavam acompanhadas pela professora Fernanda e algumas ainda, eram da atividade do Cine Muleeke (Nzinga). Contei umas piadas e cantei umas musicas para a criançada. Depois a propria Carolina Cunha contou a historia do Mestre Gato. Em seguida rolou a roda de capoeira composta pelas crianças. Samba e um mega Buffet para aqueles ilustres convidados que aproveitaram de verdade e à vontade. Foi uma tarde especial! Já me referi a este projeto em postagem anterior. Alem do belissimo livro, acompanha um cd com participação ilustre dos mestres João Pequeno de Pastinha e Boca Rica, além é claro, da mestra Janja, eu, o mestre Gabriel e a treinel Nani de João Pequeno. No dia seguinte, no domingo, 23, foi comemorado no Morro do Querosene os 25 anos do Grupo Cupuaçu, e me sinto previlegiado por ter estado lá comemorando com a tribo maranhense, sob a batuta do mestre Tião Carvalho.
sábado, 17 de setembro de 2011
O Tempo não para!
No inicio do mes de agosto comecei a dar aulas de capoeira angola na Fundação Pierre Verger. Um novo desafio que espero dar conta. As crianças ainda estão aprendendo a me conhecer e eu a eles. Tenho esperança de formar uma nova geração de capoeiristas pelas bandas do Engenho Velho de Brotas, bairro onde minha mãe mora há uns 25 anos e onde eu proprio morei, numa determinada época. Tenho já muitas historias a respeito de crianças e jovens que tiveram contato com a capoeira desde muito cedo e que tiveram as suas vidas transformadas de maneira definitiva. Um dos exemplos que mais me orgulha de citar é o de Livaldir, Baba, que conheci com + ou - 10 anos de idade na Associação Livre de Moradores da Mangueira onde dava aulas juntamente com mestre Valmir. Ele é um exemplo de sucesso! Mora hoje em Washington DC, possui familia e é treinel da FICA. Quase que nesse mesmo tempo, um pouco antes talvez, o garoto Kenneth Kuanda, do GCAP, foi outra criança que já estava crescendo dentro da capoeira e hoje está na Austria há varios anos, também com situação estável. No Nzinga de São Paulo, tambem já tem uma geração de crianças que ficou grande lá. O Nzinga Salvador, depois de 9 anos, dos quais 6 no Alto da Sereia, já tem as suas crianças que ficaram adultas lá. O tempo passa, e com ele, as nossas vidas! Faça da sua o que voce quiser...escolha!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Feliz aniversario!
No ultimo dia 18 de agosto, o grupo Nzinga completou 6 anos de atuação na comunidade do Alto da Sereia. Em Salvador, já são 9 anos. Por acaso, também é meu aniversario! Quem nos visitar neste dia, certamente nos encontrará com a casa cheia, principalmente por crianças e jovens da comunidade. Me orgulho em saber que qualquer morador, inclusive as criancas, sabe dar informação sobre onde é a capoeira, onde é o Nzinga, quem sou eu, quem somos nós!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Adolescendo!
Uma coisa que acho muito legal que tenha ocorrido foi que os meninos de Sampa -Serginho, Leo e Leandrinho - ficaram alojados na sede do Nzinga e, por muitas vezes, ao chegar para dar aula, os vi zelando do espaço, lavando, passando pano, lavando os pratos ou armando berimbaus. Mantendo alguma ordem. Naquele momento, esta era a sua casa. Este é um bom exercicio! Induz à convivencia! Este tipo de energia é importante ser deixada no "chão". A interação entre os jovens e adolescentes daqui de Salvador e os de São Paulo também é notável. São parceiras! Faz gosto ver a boa relação deles. Alguns jovens nzingueiros do Alto da Sereia completarão 6 anos de capoeiragem no proximo dia 18 de agosto. Ou seja, nós somos depois de suas familias, as pessoas que passa mais tempo com eles. Portanto, nós temos condições de influenca-los positivamente, se acreditamos em nossas essencias.
Capoeiragem Internacional!
Ontem estive na abertura da XVII Conferencia da Fundação Internacional de Capoeira Angola. Foi muito bem organizada e num local perfeito. Encontrei muitos amigos e amigas que moram no exterior e aqui no Brasil. Estavam lá tambem as mestras Janja e Paulinha. Levei tambem alguns jovens do Alto da Sereia para participar deste grande evento. Primeiro assistimos dois filmes institucionais dos patrocinadores. Depois foi formada uma mesa para saudações e agradecimentos. Seguindo, rolou uns comes e bebes e por fim, uma grande roda de capoeira na porta do Espaço Cultural da Barroquinha. A contar pela abertura do evento, esta conferencia promete ser uma das melhores, ainda mais, sendo realizada na ciade historica de Cachoeira, no reconcavo baiano.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Lôbo Mal, Lôbo Bom!
| Nzinga jul/2011 |
sábado, 18 de junho de 2011
VIVA O MESTRE!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
André Cypriano
Como sou fã do fotografo André Cypriano, divulgo a sua exposição... vejam aí!! Em 2009 ele lançou livro de fotos sobra a capoeira e retratou em sua obra, o nosso "Nzinga", entre tantos outros. Registrou momento unico! O livro está no acervo do grupo. Está disponivel para consulta. Quem for no Nzinga pode pedir para ver o livro, que prontamente será atendido. Um dos maiores fotógrafos da atualidade, passou por Salvador e teve tempo de conhecer o badejo ao molho de mangas, que lhe apresentamos na época.
Queridos familiares e amigos,
Gostaria de convidá-los para a exposição “ILHA”, no Centro Cultural Correios, Rio.
A exposição faz parte do Encontro Internacional de Fotografia - FotoRio 2011.
Abertura: 6 de junho as 19h (estarei lá).
Visitação: 7 de junho a 17 de julho.
Centro Cultural Correios
R. Visconde de Itaboraí, 20 Centro tel. 2253-1580
Dear Family and friends,
I would like to invite you to join me at the openning of the exhibition “ISLAND”, at Centro Cultural Correios, Rio.
The exhibition is part of the Encontro Internacional de Fotografia - FotoRio 2011.
Openning day: June 6th, 7pm.
Exhibition date: June 7th to July 17th.
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro tel. 2253-1580
Abraços,
Andre Cypriano
-- http://www.andrecypriano.comusa (1)(212) 647-8755
brazil (55)(24) 3361-5602 – cel 9907-9871
Queridos familiares e amigos,
Gostaria de convidá-los para a exposição “ILHA”, no Centro Cultural Correios, Rio.
A exposição faz parte do Encontro Internacional de Fotografia - FotoRio 2011.
Abertura: 6 de junho as 19h (estarei lá).
Visitação: 7 de junho a 17 de julho.
Centro Cultural Correios
R. Visconde de Itaboraí, 20 Centro tel. 2253-1580
Dear Family and friends,
I would like to invite you to join me at the openning of the exhibition “ISLAND”, at Centro Cultural Correios, Rio.
The exhibition is part of the Encontro Internacional de Fotografia - FotoRio 2011.
Openning day: June 6th, 7pm.
Exhibition date: June 7th to July 17th.
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro tel. 2253-1580
Abraços,
Andre Cypriano
-- http://www.andrecypriano.comusa (1)(212) 647-8755
brazil (55)(24) 3361-5602 – cel 9907-9871
terça-feira, 17 de maio de 2011
Broto de limão rosa!
Lembro-me que entre 1986 e 1990, o mestre João Grande era tambem um dos mestres do gcap, ao lado dos mestres Moraes e Cobra Mansa. Outra dia escreverei como foi que se deu essa vinda do mestre para o gcap. Agora quero apenas contar a historia do dia em que o mestre João Grande chegou para o treino lá no Forte de Santo Antonio, com duas vergas na mão.Acho que aconteceu no final da década de 80. Eram vergas especiais, raras! Eram de broto de limão rosa! Eram um pouco mais grossas do que a bitola que normalmente usamos para fazermos berimbau com verga de biriba. Apesar de serem mais grossas, eram mais leves e com a superficie irregular, como se tivesse muitos "nós". Cada discipulo tinha que ter o seu berimbau para as aulas de ritmo que aconteciam todas as terças feiras, na primeira meia hora de aula. Ao termino da aula, cada um pendurava o seu berimbau em um prego na parede. Nesta época, eu era o coordenador da comissão de instrumentos e já possuía o meu berimbau. Aconteceu que o mestre João trouxe as vergas para que eu confeccionasse os berimbaus. Um seria dele e o outro meu. Sempre tive sorte!... Fiz os berimbaus de broto de limão rosa! Pintei-os com cores bem fortes. Ficaram lindos! Na minha verga eu entalhei "CAPOEIRA ANGOLA". O berimbau do mestre era um gunga e o meu foi um médio. Modéstia à parte, ficaram bons demais! Nas terças que se seguiram, estava eu lá arrebentando com o meu berimbau, marcando a maior presença no treino. A galera ficava ligada e sabia que aquele arco estava falando alto. O do mestre nem se fala! Gunga da melhor qualidade. Não demorou muito para os nossos berimbaus serem escalados para compor o ritmo das grandes rodas que aconteciam, e acontecem até hoje, aos sábados, às 19 hs. Os berimbaus do gcap eram mais robustos, com vergas mais grossas e por isso duravam mais tempo. Às vezes, marcavam uma fase do grupo como tendo uma bateria com os melhores berimbaus de uma época. A minha verga de limão rosa eu tenho até hoje. Quem visitar o Nzinga poderá vê-la. Está surrada, mas está inteira! O mestre João Grande também tem ainda o seu berimbau de broto de limão rosa. Quem for na academia dele em NYC, também poderá vê-la.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Aprender a aprender!
Hoje escrevendo para o e-grupo do Nzinga SP, me referi às gerações de crianças capoeiristas do nucleo do NZ Salvador. Quando chegamos no Alto da Sereia, em agosto de 2005, recebemos uma leva de mais ou menos 25 crianças. Dessas, nesses quase 6 anos de "jogo", apenas 8 estão até hoje. Imaginem que eles agora estão adolescentes, com todas as questões inerentes à essa fase da vida. Sabemos que não é facil, mesmo quando as condições são normais. Condição esta que não se aplica ao nosso exemplo, pois são crianças pobres, negras e que residem em área remanescente de quilombolas, com pouca presença do Estado. Ou seja, são caracteristicas que na sociedade brasileira, significam maior dificuldade para acessar as condições para se viver decentemente. Essa geração, hoje me ajuda bastante na preparação dessa nova "leva" de muleekes. As vezes eles querem fazer cobranças duras aos novos muleekes, mas eu fico por perto para pedir-lhes paciencia, a mesma que eu tive no começo quando eles chegaram há 6 anos atras. Se a cada 6 anos de trabalho, conseguisse ficar com 8 alunos dos tantos que chegaram, diria que o sucesso nos brindou a abençoou! Digo sempre que se o "nucleo duro" de um grupo, que é formado por pessoas que se dedicam de maneira mais destacada ao funcionamento dele, recebesse um discipulo por ano, seria muito compensador e o futuro deste grupo estaria garantido às proximas gerações. Prestem atenção que eu não estou me referindo ao numero de pessoas que compôem o grupo, mas sim das pessoas que fazem com que este grupo evolua e cresça como organismo, como uma coisa viva e latente, participando e contribuindo com o seu dia a dia, e não apenas achar que pagando a mensalidade em dia, ja esteja fazendo muito por ele. Qual o lugar de cada um nós afinal??????????? Conviver, aprender, ser e fazer!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Casa dos Olhos de Tempo!
A cada ano, a Casa dos Olhos de Tempo que fala da Nação Angolão Paketan realiza o seu ciclo de festas, onde celebra e louva os principais Inquices da casa. No dia 9 de julho, às 17 hs, terá início a festa dedicada à Unzila, onde será servida comida sagrada que abrirá o caminho para as festas subsequentes. No sabado seguinte, dia 16, no mesmo horario, acontecerá a festa que reverencia Mameto Kaiongo. Na madrugada do domingo (17) para a segunda feira (18), acontecerá o Ritual das Águas, chamado Meian Kambuká. É um dos rituais mais lindos que existem. Na mata, no meio da noite, escuro, velas acesas, canticos sagrados, muita água, roupas brancas...É demais!
No dia 23, às 17hs, teremos a principal festa da casa. O dono do Terreiro! Tateto Mutalombô!
Essas são as festas que acontecerão no mes de julho. No mes de agosto, teremos duas festas para Tempo: uma no dia 13, às 17 hs, que vai acontecer no terreiro da rua Daniel Lisboa, em Brotas. Neste ritual, existem varias detalhes que fazem desta festa, uma festa diferente. A outra festa será no dia 20, às 17 hs e acontecerá em Cajazeiras XI.
Até os dias das festas, estaremos em campanha de arrecadação de fundos para ajudar nas muitas despesas que serão necessarias fazer. Aos leitores e leitoras que queiram colaborar, façam contato conosco, que estudaremos uma alternativa viavel.
No dia 23, às 17hs, teremos a principal festa da casa. O dono do Terreiro! Tateto Mutalombô!
Essas são as festas que acontecerão no mes de julho. No mes de agosto, teremos duas festas para Tempo: uma no dia 13, às 17 hs, que vai acontecer no terreiro da rua Daniel Lisboa, em Brotas. Neste ritual, existem varias detalhes que fazem desta festa, uma festa diferente. A outra festa será no dia 20, às 17 hs e acontecerá em Cajazeiras XI.
Até os dias das festas, estaremos em campanha de arrecadação de fundos para ajudar nas muitas despesas que serão necessarias fazer. Aos leitores e leitoras que queiram colaborar, façam contato conosco, que estudaremos uma alternativa viavel.
Nzinga: 9 anos em Salvador
Está ficando cada vez mais interessante a possibilidade de reunirmos em Salvador uma boa porção do Nzinga SP com o Nzinga daqui, em julho, por ocasião dos festejos da Casa dos Olhos de Tempo que Fala da Nação Angolão Paketan que começam no dia 09 de julho.. A ideia que se esboça é organizarmos um eventinho na tarde do dia 15, na sexta feira, culminando com a roda de capoeira à noite, aberta à comunidade. As pessoas interessadas em participar destas atividades, enviem mensagem para o polocagb@hotmail.com para garantir lugar, ja que serão vagas limitadas. A ideia é de uma aula com os mestres do Nzinga com preço popular de 30 reais. Na oportunidade, estaremos marcando a passagem dos 30 anos sem o grande mestre Pastinha e os 9 anos do Nzinga em Salvador. Desde já, todos e todas estão convidados a comparecerem no eventinho de capoeira e nos festejos do terreiro.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Capoeira Viva
Ontem no final da tarde, fui ao Centro Cultural da Barroquinha para assistir ao lançamento da coleção de cds de capoeira. Foi resultado do edital que a Fundação Gregorio de Matos lançou ano passado. São varios mestres envolvidos no projeto, inclusive de muitos outros estados do Brasil, mas alguns nomes possui peso e historia maior que o de outros. Por exemplo, o mestre Boca Rica estava lá com toda a sua elegancia e picardia coordenando a pequena roda de capoeira que rolou. Não tocou ontem. Estava apenas com o microfone na mão e cantando varios sucessos de seus 5 discos anteriores. Meu padrinho de casamento que doou uma caixa de quiabo para o caruru do meu casorio. Voces sabem que ele vende na feira de Sâo Joaquim desde sempre. Salve mestre Boca Rica. Apesar de não estarem lá, os mestres Virgilio, Ananias e o saudoso mestre Bigodinho, que ontem recebeu uma homenagem singela e bonita. Depois de amanhã completará um mes de sua morte. A caixa com os 5 cds foram distribuidas para quem foi prestigiar o evento. Comecei a ouvir imediatasmente, quando sai de lá em direção ao Nzinga para a aula que daria minutos adiante.
sábado, 30 de abril de 2011
Águas Sagradas!
A temporada de furacões começou nos Estados Unidos e a das chuvas aqui em Salvador. Nesta época chove muito. Se a historia se repetir, choverá durante uns dois meses, com curtas estiagens. Nestes intervalos, o sol aparecerá forte, levando muitos baianos dependentes em direção do mar. Ontem mesmo choveu o previsto para todo o mês de maio. Simplesmente choveu o dia todo, ficando mais intensa ainda no inicio da noite, na hora da roda de capoeira. Cheguei mais cedo lá, já prevendo que o espaço do Nzinga estivesse alagado. E realmente estava completamente inundado. Foi uma limpeza pesada que tive que enfrentar, contando com a ajuda de Adelmo, 7, e Alisson, 10.
Bom, conseguimos retirar a água acumulada, mas as goteiras estavam em todos os pontos do salão. Foi dificil e cheguei a pensar em suspender a roda por isso e tambem por que o numero de pessoas era pequeno. De qualquer forma não dava mesmo para ir embora, ja que a chuva estava mais intensa ainda. Bom, secamos um pequeno espaço e começamos a roda com as pessoas que tinhamos. A maioria era criança. Cantei a ladainha e a chula. Depois, uma pausa e o som da chuva no problemático telhado de eternit do Nzinga me fez lembrar do "ô Santa Barbara de relampoê". Fomos pegando vibração e, em seguida cantei aquela musica em Kimbundo: "Oiá, Oiá, Oiá êêê, Oiá Matamba do kakurukajo nzinguê. Por coincidência ou não, a chuva começou a diminuir e logo depois parou. Somos livres e podemos acreditar no que quisermos, Graças a Mzambi!
É comum vermos muitas rodas de capoeira onde, para garantir proteção, se canta primeiro para Santo Antonio, que aqui na Bahia associamos à Roji (Ogum). Vale a pena pensar que Oiá (Iansã) tambem possui espada na mão e é boa de briga. Também protege. Para quem não lembra, Santa Barbara é associada a Oiá.
Mais pessoas começaram a chegar e as coisas foram se encaixando: mais vozes no coro, melhor energia fluindo, o circulo da roda se fechando, mais vibração... Coisa de magia, que a gente aprende a respeitar sem precisar entender. Para um dia como aquele de ontem, foi uma dadiva conseguir armar uma roda com quase 20 pessoas. Ao final, depois dos abraços e despedidas, resolvi voltar para casa satisfeito, para um descanso merecido, mesmo com a possibilidade do Samba de Botequim no forte de Santo Antonio. Neste momento, apenas chuviscava.
Bom, conseguimos retirar a água acumulada, mas as goteiras estavam em todos os pontos do salão. Foi dificil e cheguei a pensar em suspender a roda por isso e tambem por que o numero de pessoas era pequeno. De qualquer forma não dava mesmo para ir embora, ja que a chuva estava mais intensa ainda. Bom, secamos um pequeno espaço e começamos a roda com as pessoas que tinhamos. A maioria era criança. Cantei a ladainha e a chula. Depois, uma pausa e o som da chuva no problemático telhado de eternit do Nzinga me fez lembrar do "ô Santa Barbara de relampoê". Fomos pegando vibração e, em seguida cantei aquela musica em Kimbundo: "Oiá, Oiá, Oiá êêê, Oiá Matamba do kakurukajo nzinguê. Por coincidência ou não, a chuva começou a diminuir e logo depois parou. Somos livres e podemos acreditar no que quisermos, Graças a Mzambi!
É comum vermos muitas rodas de capoeira onde, para garantir proteção, se canta primeiro para Santo Antonio, que aqui na Bahia associamos à Roji (Ogum). Vale a pena pensar que Oiá (Iansã) tambem possui espada na mão e é boa de briga. Também protege. Para quem não lembra, Santa Barbara é associada a Oiá.
Mais pessoas começaram a chegar e as coisas foram se encaixando: mais vozes no coro, melhor energia fluindo, o circulo da roda se fechando, mais vibração... Coisa de magia, que a gente aprende a respeitar sem precisar entender. Para um dia como aquele de ontem, foi uma dadiva conseguir armar uma roda com quase 20 pessoas. Ao final, depois dos abraços e despedidas, resolvi voltar para casa satisfeito, para um descanso merecido, mesmo com a possibilidade do Samba de Botequim no forte de Santo Antonio. Neste momento, apenas chuviscava.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Triste Partida!
Exatamente no dia em que o saudoso mestre Pastinha completaria 122 anos de nascido, morreu hoje o mestre Bigodinho. Uma voz importante se calou entre nós, mas com as bençãos de Mzambi, brilhará nas rodas celestiais, de agora em diante, em companhia dos bambas. Sabia muitos sambas, corridos e ladainhas, alem de possuir um estilo próprio de cantar e tocar a "violinha". Quem não conhece o seu disco em parceria com o mestre Boca Rica está perdendo de ouvir uma obra prima. Talvez o melhor do genero! Do ponto de vista da Tradição Oral, quanto mais antiga é a fonte da tradição, mais valiosa ela é. Olha só o local de seu nascimento! Santo Amaro da Purificação: coração do Reconcavo baiano e berço de um matizado cultural africano impressionante. Uma perda!
terça-feira, 29 de março de 2011
Diálogos Inteligentes!
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